O uivo do lobo

No distante e agreste monte
O Lobo começou a uivar
Como a água que cai na fonte
Sempre, sempre sem parar

A lua projecta o seu luar
Na lágrima que percorre a sua face
Continuando no seu eterno esperar
À espera que alguém passe

Foi abandonado cruelmente
Deixado à luz da lua a chorar
Por aqueles que erradamente
Não o souberam estimar

E o lobo uiva pela noite fora
Sem que ninguém o oiça uivar
E as lágrimas que ele chora
Devagar o estão a matar

A lua está no caminho descendente
E o lobo com ela quer esquecer
Aqueles que brutalmente
O fizeram para sempre morrer...