O penedo da saudade
A noite aparece cheia de estrelas
No alto do penedo o farol ilumina
O mar que se estende até ao horizonte
E que durante o dia nos fascina
A água bate fortemente nas rochas
Levantando ténues e suaves cortinas
Levando nela os fantasmas e lendas
De piratas, portos e sinas
O vento uiva solitário e feroz
Fustigando o rosto do viajante
Que do alto do estranho penedo
Fica deslumbrado com o espectáculo deslumbrante
A espuma do mar constrói castelos
Repousando nas rochas desgastadas
Vai e vem, num contínuo sofrimento
Deixando as rochas desoladas
O intenso e salgado cheiro a mar
Invade e inunda os nossos sentidos
Levando-nos a portos e paragens
De há tempos muito idos...